domingo, setembro 09, 2001

A dois meses de completar 27 anos, estou imprimindo um poema para minha primeira leitora e fã. Já tive outras leitoras - todas mulheres - que diziam adorar minha "literatura", mas eram namoradas ou mulheres que me amavam e, por isso, não podem ser levadas a sério.
A mulher de quem estou falando é uma perua frívola, de trinta e poucos anos, que talvez um dia tenha sido bonita. Uma mulher inculta, que tenta usar palavras difíceis quando fala. Amante de um dos chefes de divisão da fábrica em que trabalhamos, tenta a todo custo deter a ação do tempo sobre si, andando em companhia de pessoas mais jovens. Diz-se apaixonada por um dos amigos, dez ou quinze anos mais garoto que ela. Carine gostou de um poema que diz assim:

Depois da primeira vez que lhe vi,
Todas as outras mulheres deixaram de ter cara;
Depois da segunda vez que lhe vi,
Todas as outras mulheres deixaram de Ter buceta;
Depois da terceira vez que lhe vi
E você me amou,
Todas as outras mulheres deixaram de existir...