Adolescência
À noite, a maioria dos caras havia ido ao baile. Hércules, Tico, Preto e Eu estávamos sentados defronte uma casa velha, com paredes que mostravam o que restava da pintura cor-de-rosa de mais ou menos quarenta anos. Tico, meio louco de maconha, divagava sobre ser convocado para a Seleção Brasileira, um papo sem sentido,quando foi abordado por uma mulher de meia-idade, loura e gorda, com uma barriga horrível, enorme e caída, que disse precisar de pó. "Cadê o dinheiro?", disse Tico, "sem dinheiro, sem pó". A mulher queria pagar fodendo com ele. "Então vai ter de dar pros meus amigos também, e tem mais: Vai ter de dar esse cu!", disse ele, com intenção de espantar o monstro. Mas a mulher topou sem a menor cerimônia e pareceu até empolgada.
O marido estava bebendo num boteco qualquer, então haveria tempo. Tico foi o primeiro, pulou o muro enquanto vigiávamos do lado de fora. Cerca de dez minutos depois estava de volta, suspirando com ar cínico: "Buceta é sempre buceta..."
fui o último a pular. Entrei no quarto fedorento e sujo, a baleia me sorriu mostrando um incisivo de ouro. "Chega mais, criança", ela disse. Ao ver aquilo, aquela mulher-montanha, arreganhada e suja com o sêmen de outros três membros, senti um nojo terrível. Fiquei paralisado por um instante e um milhão de imagens podres assolaram minha mente - baratas se acasalando, gatos atropelados, hienas comendo um cadáver acéfalo, uma ave comendo carrapatos, essas coisas... A mulher virou-se e empinou a bunda, uma velha e branca casca de laranja-bahia. "Buceta é sempre buceta", eu repetia comigo mesmo as palavras de Tico, enquanto subia nela e tentava terminar logo com aquilo.
Enquanto eu levantava as calças, a mulher me perguntou pelo "branquinho". Imediatamente pulei para fora da casa, e nós quatro desaparecemos dali, pois Tico não tinha pó algum...
À noite, a maioria dos caras havia ido ao baile. Hércules, Tico, Preto e Eu estávamos sentados defronte uma casa velha, com paredes que mostravam o que restava da pintura cor-de-rosa de mais ou menos quarenta anos. Tico, meio louco de maconha, divagava sobre ser convocado para a Seleção Brasileira, um papo sem sentido,quando foi abordado por uma mulher de meia-idade, loura e gorda, com uma barriga horrível, enorme e caída, que disse precisar de pó. "Cadê o dinheiro?", disse Tico, "sem dinheiro, sem pó". A mulher queria pagar fodendo com ele. "Então vai ter de dar pros meus amigos também, e tem mais: Vai ter de dar esse cu!", disse ele, com intenção de espantar o monstro. Mas a mulher topou sem a menor cerimônia e pareceu até empolgada.
O marido estava bebendo num boteco qualquer, então haveria tempo. Tico foi o primeiro, pulou o muro enquanto vigiávamos do lado de fora. Cerca de dez minutos depois estava de volta, suspirando com ar cínico: "Buceta é sempre buceta..."
fui o último a pular. Entrei no quarto fedorento e sujo, a baleia me sorriu mostrando um incisivo de ouro. "Chega mais, criança", ela disse. Ao ver aquilo, aquela mulher-montanha, arreganhada e suja com o sêmen de outros três membros, senti um nojo terrível. Fiquei paralisado por um instante e um milhão de imagens podres assolaram minha mente - baratas se acasalando, gatos atropelados, hienas comendo um cadáver acéfalo, uma ave comendo carrapatos, essas coisas... A mulher virou-se e empinou a bunda, uma velha e branca casca de laranja-bahia. "Buceta é sempre buceta", eu repetia comigo mesmo as palavras de Tico, enquanto subia nela e tentava terminar logo com aquilo.
Enquanto eu levantava as calças, a mulher me perguntou pelo "branquinho". Imediatamente pulei para fora da casa, e nós quatro desaparecemos dali, pois Tico não tinha pó algum...


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