quinta-feira, novembro 29, 2001

Amanhã

Minha Alegria dança com meu Nojo
No baile diário no Salão das Baratas
E se irrita no banho no boxe
Cheio de lacraias.

Na escuridão do racionamento de energia
O vento varre minha poeira de estátua para longe
Enquanto procuro por um par de sapatos que me ajude
a sobreviver a uma festa de casamento.

O Vento varre a poeira para o Longe...

O poeta morreu
E as palavras me vêm como mensagens do Além.
(Se ele pudesse salvar-se a mim-mesmo,
Isto me faria feliz?...)

Muita música,
Muita alegria,
Muitos lugares a ir
E sempre, sempre o Palhaço de alma triste.

O Vento varre a poeira para o Longe...

Não me lembro de quem fui,
Mas sinto saudades de quem sou.