As duas da tarde o céu não é uma ponte de flores.
Através da porta
O mormaço transforma qualquer terreno num jardim suspenso.
E eu maquilando uma ou outra mágica, pensando
Em minha nova mulher que ri por saber meus segredos simplesmente ao me olhar nos olhos,
Para quem não consigo mentir e tenho medo de levar para cama.
O vento sopra levantando pó e sujeira,
Minha cadela dorme a meu lado e o Brasil me deixa tão à mingua
Que não tenho sequer trocados para cortar os cabelos.
Mas, de lugar nenhum do infinito céu cinza, Tia Maria aparece
Pequena, com uma grande bolsa em cada mão,
Presenteia-me com uma nota de Dez Reais e faz feliz
Um homem-menino que em breve completará vinte e dois anos de vida.
Vida:
Eu não desço a rua para cortar os cabelos;
Subo-a, à procura de qualquer brilho branco que torne divertida a tarefa
De sobreviver.
Através da porta
O mormaço transforma qualquer terreno num jardim suspenso.
E eu maquilando uma ou outra mágica, pensando
Em minha nova mulher que ri por saber meus segredos simplesmente ao me olhar nos olhos,
Para quem não consigo mentir e tenho medo de levar para cama.
O vento sopra levantando pó e sujeira,
Minha cadela dorme a meu lado e o Brasil me deixa tão à mingua
Que não tenho sequer trocados para cortar os cabelos.
Mas, de lugar nenhum do infinito céu cinza, Tia Maria aparece
Pequena, com uma grande bolsa em cada mão,
Presenteia-me com uma nota de Dez Reais e faz feliz
Um homem-menino que em breve completará vinte e dois anos de vida.
Vida:
Eu não desço a rua para cortar os cabelos;
Subo-a, à procura de qualquer brilho branco que torne divertida a tarefa
De sobreviver.


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