Havia um tempo em que éramos todos inocentes. Às vezes montávamos o enorme Ferrorama de Márcio bem no meio da sala-de-estar. Às vezes fodíamos Simone, à nossa maneira. Formávamos um círculo e dentro dele ficava a menininha passeando com um carrinho de boneca. Em meio ao passeio ela ficava de quatro em frente a um de nós, que tentava desordenadamente enfiar a vara em sua bucetinha hipotônica; às vezes ela chupava o pau de todos, gostava daquilo. Éramos uns doze e tínhamos dez anos em média; a menina tinha menos. Eu era o único que não achava muita graça naquilo. Entretanto, pouco tempo depois, fui o primeiro a me tornar obcecado por sexo.
Lá pela época dos meus treze anos, Elisângela e Patrícia apaixonaram-se por mim, sabe lá Deus por quê. Minha cara sem expressão era coberta de espinhas, meu corpo era pequeno e minha cabeça, enorme. Patrícia tinha também treze anos, seios firmes e me pagava picolés sempre que eu queria. Elisângela tinha onze e nada para me oferecer além de uma bocetinha imberbe, cujo cabaço havia sido estraçalhado pouco tempo atrás pelo pênis enorme de Cláudio, o “Porquinho”. Passávamos o dia inteiro dentro de uma casa abandonada, aprendendo a foder. Para mim, tudo começou ali – bocas, bucetas, cus, orgasmos, lágrimas, sangue, merda, mordidas, traições, obscenidades, tapas, socos e pontapés, tudo.
Depois de algum tempo, ambas me abandonaram e saíram à procura de meninos maiores que as alargassem um pouco mais. Nada senti; na época as mulheres não eram importantes para mim, e não o seriam por um longo tempo. O que eu sentia era uma ânsia biológica por bucetas.
Patrícia ficou grávida de um vendedor de cachorros-quentes seis meses depois. Elisângela tornou-se uma das mulheres de um famoso traficante e, após a morte deste, tornou-se uma prostituta profissional. Um conhecido a viu na praça Tiradentes e disse que tem uma buceta enorme... Cláudio, o “Porquinho”...
Lá pela época dos meus treze anos, Elisângela e Patrícia apaixonaram-se por mim, sabe lá Deus por quê. Minha cara sem expressão era coberta de espinhas, meu corpo era pequeno e minha cabeça, enorme. Patrícia tinha também treze anos, seios firmes e me pagava picolés sempre que eu queria. Elisângela tinha onze e nada para me oferecer além de uma bocetinha imberbe, cujo cabaço havia sido estraçalhado pouco tempo atrás pelo pênis enorme de Cláudio, o “Porquinho”. Passávamos o dia inteiro dentro de uma casa abandonada, aprendendo a foder. Para mim, tudo começou ali – bocas, bucetas, cus, orgasmos, lágrimas, sangue, merda, mordidas, traições, obscenidades, tapas, socos e pontapés, tudo.
Depois de algum tempo, ambas me abandonaram e saíram à procura de meninos maiores que as alargassem um pouco mais. Nada senti; na época as mulheres não eram importantes para mim, e não o seriam por um longo tempo. O que eu sentia era uma ânsia biológica por bucetas.
Patrícia ficou grávida de um vendedor de cachorros-quentes seis meses depois. Elisângela tornou-se uma das mulheres de um famoso traficante e, após a morte deste, tornou-se uma prostituta profissional. Um conhecido a viu na praça Tiradentes e disse que tem uma buceta enorme... Cláudio, o “Porquinho”...


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