sábado, novembro 24, 2001

Madrugada de sábado. Mas que diabos está acontecendo aqui? É uma hora da manhã, meus olhos ardem mas não consigo dormir. Estou acordado desde às seis da manhã, trabalhei de oito às dezessete, limpei quinhentos numeradores da sensacional máquina de fabricar dinheiro, joguei um pouco de xadrez, briguei com minha mulher, fiz um pouco de sexo e mesmo assim não consegui dormir.
Os carros continuam passando. O barulho nunca cessa.
Enquanto eu vagava, quase sonâmbulo, por programas estúpidos na tv, uma barata invadiu meu quarto. Convidei-a para um sexo à três, mas ela não aceitou. Usei então contra a desgraçada um inseticida sabor laranja, delicioso.
Não se deve escrever pensando no que os leitores irão achar. Estou escrevendo para mim mesmo, como sempre. Não estou tentando ser compreendido. Tento fugir da miséria em que me encontro.
A barata está morta sob a cama; eu, acima dela.