"A Um Amigo"
Celso tinha vinte e dois anos.
Quando era menino
Nós o ignorávamos por ser o mais novo, o mais bobo, o mais fraco.
Mais tarde ficou forte, pesado
E aquele adolescente de boné e socos certeiros passou a ser o nosso alicerce,
Um pilar inquebrável nos embates contra o inimigo,
O inimigo que preenchia de emoção e correria o vácuo das nossas noite de sábado.
Com o passar do tempo,
Pelo mesmo motivo que todos nós,
Celso começou a cheirar.
Cheirava a suor,
Cheirava à miséria,
Cheirava à desesperança,
Cheirava a pó e a uma falsa alegria.
Na véspera de Ano Novo,
Cheirou tanto que seu grande coração explodiu
E o anjo branco da Morte veio lhe dar boas vindas.
Uma tragédia.
Celso tinha vinte e dois anos.
Celso tinha vinte e dois anos.
Quando era menino
Nós o ignorávamos por ser o mais novo, o mais bobo, o mais fraco.
Mais tarde ficou forte, pesado
E aquele adolescente de boné e socos certeiros passou a ser o nosso alicerce,
Um pilar inquebrável nos embates contra o inimigo,
O inimigo que preenchia de emoção e correria o vácuo das nossas noite de sábado.
Com o passar do tempo,
Pelo mesmo motivo que todos nós,
Celso começou a cheirar.
Cheirava a suor,
Cheirava à miséria,
Cheirava à desesperança,
Cheirava a pó e a uma falsa alegria.
Na véspera de Ano Novo,
Cheirou tanto que seu grande coração explodiu
E o anjo branco da Morte veio lhe dar boas vindas.
Uma tragédia.
Celso tinha vinte e dois anos.


<< Home