A Verdadeira Cara do Brasil Está Atrás da Câmera
Uma equipe de filmagem invadiu a Casa da Moeda do Brasil. Isto sempre acontece em época de lançamento de novas cédulas, mas desta vez eu percebi logo de início que se tratava de algo diferente. Câmeras grandes, de cinema; três caminhões enormes com equipamentos; guarda-roupa; e um diretor de cabelos desgrenhados, com cara de maestro-maluco.
Como eu suspeitava, não se tratava de uma filmagem trivial. Era para a propaganda política do PSDB, provavelmente para o José Serra. As belas atrizes da equipe, devidamente maquiladas, vestiram o uniforme azul-tendinite e tomaram o lugar das peoas verdadeiras, porque estas não representam bem a empresa, o Brasil no vídeo, uma vez que são negras e gordas. Uma bandeira do Brasil, de três metros de comprimento, é estendida na parede da seção, para dar um ar patriótico. O maestro-maluco manda o feitor tirar os peões de perto – o cheiro deles atrapalha sua criatividade:
“- Gravando!”
Com a bandeira nacional ao fundo, uma criatura híbrida, misto de verdade e mentira trabalha. A mão habilidosa da peoa, com luvas para esconder a pele preta, manuseia uma resma de estampas de Cinqüenta Reais enquanto o rosto ariano e sorridente da atriz olha para a câmera e diz:
“- É aqui que o Brasil vai pra frente!”
Pronto, acabou. A bandeira é retirada da parede, as luzes especiais são apagadas e a equipe bate em retirada... E o chicote volta a estalar no lombo gordo da trabalhadora real. Não, senhor FHC, não é aqui que o Brasil vai para frente. Pergunte a qualquer operário, todos sabem que aqui o país foi pro buraco, principalmente na administração do Senhor Tarcísio Jorge, irmão do seu amigo Eduardo Jorge – lembra?
Uma equipe de filmagem invadiu a Casa da Moeda do Brasil. Isto sempre acontece em época de lançamento de novas cédulas, mas desta vez eu percebi logo de início que se tratava de algo diferente. Câmeras grandes, de cinema; três caminhões enormes com equipamentos; guarda-roupa; e um diretor de cabelos desgrenhados, com cara de maestro-maluco.
Como eu suspeitava, não se tratava de uma filmagem trivial. Era para a propaganda política do PSDB, provavelmente para o José Serra. As belas atrizes da equipe, devidamente maquiladas, vestiram o uniforme azul-tendinite e tomaram o lugar das peoas verdadeiras, porque estas não representam bem a empresa, o Brasil no vídeo, uma vez que são negras e gordas. Uma bandeira do Brasil, de três metros de comprimento, é estendida na parede da seção, para dar um ar patriótico. O maestro-maluco manda o feitor tirar os peões de perto – o cheiro deles atrapalha sua criatividade:
“- Gravando!”
Com a bandeira nacional ao fundo, uma criatura híbrida, misto de verdade e mentira trabalha. A mão habilidosa da peoa, com luvas para esconder a pele preta, manuseia uma resma de estampas de Cinqüenta Reais enquanto o rosto ariano e sorridente da atriz olha para a câmera e diz:
“- É aqui que o Brasil vai pra frente!”
Pronto, acabou. A bandeira é retirada da parede, as luzes especiais são apagadas e a equipe bate em retirada... E o chicote volta a estalar no lombo gordo da trabalhadora real. Não, senhor FHC, não é aqui que o Brasil vai para frente. Pergunte a qualquer operário, todos sabem que aqui o país foi pro buraco, principalmente na administração do Senhor Tarcísio Jorge, irmão do seu amigo Eduardo Jorge – lembra?


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