Dezembro
Uma espécie de alheiamento de mim
E dos outros,
Principalmente dos outros.
Uma espécie de alheiamento da vida
Que só o amor materno soube compreender.
Uma necessidade fisiológica de estar sozinho,
Um silêncio soturno de quem não encontra igual entre os iguais,
Um buraco na alma,
Indesejado,
Como nos cabelos de um homem que começa a encalvecer.
Um buraco na alma
por onde escapa a alma da alma.
A alma, a cidade, o país, o Universo e Além
- Nenhum lugar onde se esconder.
Um tênue cordão de ouro,
Nenhuma nuvem no céu,
Sono
E saudades da caverna sombria e primordial onde nunca estarei...
Uma espécie de alheiamento de mim
E dos outros,
Principalmente dos outros.
Uma espécie de alheiamento da vida
Que só o amor materno soube compreender.
Uma necessidade fisiológica de estar sozinho,
Um silêncio soturno de quem não encontra igual entre os iguais,
Um buraco na alma,
Indesejado,
Como nos cabelos de um homem que começa a encalvecer.
Um buraco na alma
por onde escapa a alma da alma.
A alma, a cidade, o país, o Universo e Além
- Nenhum lugar onde se esconder.
Um tênue cordão de ouro,
Nenhuma nuvem no céu,
Sono
E saudades da caverna sombria e primordial onde nunca estarei...


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