segunda-feira, abril 21, 2003

"Poemeto Reminiscências"

Ela tinha sempre um brilho no olhar
Olhos que me transformavam em pedra
Mas iluminavam o caminho.

Ainda que chovesse, ainda que o tempo fose curto
Ainda que o amor verdadeiro fosse uma mentira tremenda -
Aqueles olhos faróis sempre estavam lá...

Mesmo quando o vinho se transformou em lágrimas
Os seus olhos pareciam brilhar ainda mais...

Ela se foi há muito
E seus intactos espinhos de rosa rasgam agora a carne de outro homem.
mas os olhos continuam comigo
(Item único do espólio de um amor pequeno)
E brilham sob meu teto quando se apagam as luzes
Embora hoje isto não seja nem bom, nem mau.