"Sábado de Aleluia"
Dia morno. Morto. Morto mesmo.
O meu coração parado.
Minha cabeça doendo de tanto não pensar.
A cama dura me expulsou do sono às duas da tarde.
Eu aspiro a poeira dos carros que passam
Levando trabalhadores, criminosos e donas-de-casa;
Observo adolescentes vestidos como integrantes de gangues americanas
E meninas de seios seminus.
Ao sol, a arma do segurança informal reluz como ouro.
Os olhos do traficante de drogas ao meu lado me assustam,
Porque a Violência é pão nosso de cada dia
E não há ninguém que possa tirar o corpo de Judas do galho da árvore.
quem tiver ouvidos que ouça,
Quem tiver olhos que veja:
-Tudo está morto.
Inclusive eu
Que não fui poeta, nem homem,
Nem nada.
Santificado seja o Vosso nome.
Dia morno. Morto. Morto mesmo.
O meu coração parado.
Minha cabeça doendo de tanto não pensar.
A cama dura me expulsou do sono às duas da tarde.
Eu aspiro a poeira dos carros que passam
Levando trabalhadores, criminosos e donas-de-casa;
Observo adolescentes vestidos como integrantes de gangues americanas
E meninas de seios seminus.
Ao sol, a arma do segurança informal reluz como ouro.
Os olhos do traficante de drogas ao meu lado me assustam,
Porque a Violência é pão nosso de cada dia
E não há ninguém que possa tirar o corpo de Judas do galho da árvore.
quem tiver ouvidos que ouça,
Quem tiver olhos que veja:
-Tudo está morto.
Inclusive eu
Que não fui poeta, nem homem,
Nem nada.
Santificado seja o Vosso nome.


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