Hoje
Eu não leio mais livros
Embora ainda haja livros por ler.
Tenho poucos amigos e a maioria nem amigo é.
Minha vida tem nome de mulher,
Mas a alegria dela nunca vai combinar com a temperatura do meu sonho.
Meu rosto ostenta um corte cicatrizado por uma queimadura de frio.
Os anjos deixaram de existir há muito
E teorias e quadrados coloridos nunca explicarão o Amor.
No princípio havia poemas
Escritos numa bela caligrafia;
Poemas estes que logo definharão num único verso, magro
Árido, escrito por um profissional sem ética.
E este verso, fôlego final de todos os versos, desvanecerá em sua última palavra:
Fim –
A palavra-tudo.
No princípio havia poemas
Em que os versos voavam, livres, como a imaginação nos sonhos de uma criança.
Mas este,
Este poema não tem ar, nem lírica, nem sentido,
É uma pesada arca trancada por dentro.
Concebendo-o eu sigo e faço parte da legião que carrega o Destino como um estigma.
Eu não leio mais livros
Embora ainda haja livros por ler.
Tenho poucos amigos e a maioria nem amigo é.
Minha vida tem nome de mulher,
Mas a alegria dela nunca vai combinar com a temperatura do meu sonho.
Meu rosto ostenta um corte cicatrizado por uma queimadura de frio.
Os anjos deixaram de existir há muito
E teorias e quadrados coloridos nunca explicarão o Amor.
No princípio havia poemas
Escritos numa bela caligrafia;
Poemas estes que logo definharão num único verso, magro
Árido, escrito por um profissional sem ética.
E este verso, fôlego final de todos os versos, desvanecerá em sua última palavra:
Fim –
A palavra-tudo.
No princípio havia poemas
Em que os versos voavam, livres, como a imaginação nos sonhos de uma criança.
Mas este,
Este poema não tem ar, nem lírica, nem sentido,
É uma pesada arca trancada por dentro.
Concebendo-o eu sigo e faço parte da legião que carrega o Destino como um estigma.


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